Passei na faculdade em outra cidade, e agora?

Quando passei no vestibular em São Paulo, eu não estava preparada para me mudar para uma cidade tão grande quanto ela. A partir do momento que vi recebi o resultado e decidi realmente me matricular, precisei correr para conseguir todos os documentos necessários e ainda comprar uma passagem de ônibus para ir até SP para efetuar a matrícula. A maioria dos documentos foram fáceis de conseguir no período que tive, histórico escolar do ensino médio, fundamental, comprovante de endereço, copia de documentos, entre outros. Além disso, descobri que não seria necessário que eu fosse até São Paulo pessoalmente fazer a matrícula, já que a mesma poderia ser feita via correio. Apesar do meu receio de que os documentos não chegassem a tempo no local, enviei mesmo assim, via Sedex, e fiquei acompanhando pelo código de rastreamento. No final, os documentos chegaram no tempo esperado e foi possível realizar a matrícula mesmo a distância.
Pronto, o primeiro passo estava feito. Agora era só pensar nas outras milhares de coisas que eu precisava resolver até o início das aulas efetivamente: onde morar em São Paulo? Em qual bairro? Perto ou longe da faculdade? Eu devo morar sozinha ou com alguém? Com quem? Como fazer a mudança? Que dia ir? É bom ressaltar que eu tive tempo para responder essas questões, por ter passado na primeira chamada do vestibular, então tive 1 mês e meio para conseguir resolver tudo, o que pode ser considerado um bom tempo, já que tem pessoas que passam nas chamadas posteriores e tem questões de dias para conseguir se organizar.
Para que eu conseguisse fazer tudo de longe, sem precisar ir a São Paulo antes do necessário, comecei a buscar apartamentos compartilhados ou quartos em aluguel perto da faculdade. A ideia era que eu alugaria esse espaço durante 1 mês, até que eu achasse um lugar próprio para morar. Nessa procura, o Facebook foi essencial. Entrei em vários grupos nos quais as pessoas divulgam quartos disponíveis – inclusive um que chamava, literalmente, “Repúblicas da PUC-SP” – e não encontrei nenhum que batesse com a faixa de preço que considerei apta a pagar no primeiro mês. Minha solução inicial foi, portanto, alugar um quarto em um Airbnb barato próximo a faculdade pelo tempo que eu alugaria o quarto em república, como havia planejado, e depois mudasse assim que possível. Essa solução foi ruim, pois tive uma experiência terrível com o quarto que acabei alugando e, mesmo não gostando, precisei ficar um mês em um lugar que não me sentia confortável.
A partir do que aprendi com minha experiência, o que posso dar de dica é: se você tiver com tempo e condições de ir até o local, visitar e conhecer as pessoas que vão conviver com você antes de realmente pagar e assinar um contrato é essencial. É algo simples, mas que pode te poupar muita dor de cabeça (e até mesmo dinheiro) em um futuro próximo. Outro ponto importante também é que, se possível, tente assinar um contrato pelo menor período possível, de 2 a 3 meses, pois, principalmente no período inicial da faculdade muita coisa pode mudar e, caso tenha fechado um contrato de 2 anos, por exemplo, ficará preso naquele lugar, ou terá que pagar multas absurdas para reincidir o contrato. No meu caso, o que aconteceu foi a pandemia do COVID-19, o que me fez voltar para casa exatamente 1 mês depois de ir para São Paulo, tive sorte que não tinha assinado nada ainda e não precisei me comprometer e continuar pagando por algo que não ia usar.
Portanto, é preciso entender que muito do planejamento feito pode não dar certo ou até mesmo deixar de ser aquilo que queremos, e isso é algo que precisa ser considerado até mesmo no momento de escolher um lugar para morar.

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